domingo, 11 de janeiro de 2015

Resistência á Mudança de Cultura - Problema das Empresas e Organizações



Resistência à Mudança de Cultura - Problema das Empresas e Organizações

Ou... O Complexo de Gabriela

Meus amigos e caros leitores, que tremendo obstáculo !
E o pior é que as vezes nos deparamos com uma legião de Gabrielas emburradas e irredutíveis, e muitas acabam minando o terreno ao seu redor. Feito a laranja podre que contamina e contagia as demais laranjas boas do cesto.
Mas, oh Rui, por que Gabriela ?
Basta nos lembrarmos das primeiras linhas de uma canção de Dorival Caymmi:

“Eu nasci assim, eu cresci assim
Eu sou mesmo assim
Vou ser sempre assim
Gabriela, sempre Gabriela”

De uns tempos para cá muito se tem falado sobre a tal “Mudança da Cultura Organizacional” da empresa (seja ela a nossa empresa ou nosso Cliente). E esta é uma grande realidade, uma trincheira "Gabrielística" bem difícil de ser tomada, derrubada, rompida ou by-passada.
E então acabamos observando diversas iniciativas super-hiper interessantes que decolam, impulsionadas pelos Inovadores, Amantes de Tecnologia e Visionários, e depois param quase que por um encanto (ou desencanto). E abre-se então um abismo (The Chasm) segundo o livro do Geoffrey Moore "Crossing the Chasm", em que ele apresenta o Modelo de Adoção de Novas Tecnologias que, com justa razão, também é conhecido como "Bell Curve", ou mais popularmente a Curva do Sino.
E aí então podemos olhar ao redor e nos perguntar: Quantos anúncios de Tecnologias, Suites, Frameworks, Famílias de Produtos, Soluções, Modalidades de Trabalho, etc... não se comportaram bem dentro desta linha ou tendência nestas últimas duas décadas?
Observamos aquele “oba oba” inicial, aquele "frisson", aquela correria (de alguns) e não mais que de repente a onda vai desacelerando, cessando, e a partir de um certo momento quase não se ouve mais falar na “coisa”, naquela novidade, naquela “sacada” genial, naquilo que por algum tempo foi tido como a “grande solução” para aquele problema ou aquela demanda.
E às vezes me pergunto: E aquele rapaz que já atingiu a maioridade e que é conhecido pelo singelo nome ou apelido de ITIL ?
Teria sofrido do mesmo mal ? Foi uma das laranjas contagiadas / contaminadas ?
Sim.. porque afinal de contas, segundo minha leitura e entendimento, suas idéias (Boas Práticas) se aplicam a todas as empresas e organizações em qualquer segmento do mercado, e de qualquer tamanho, sejam as Big, sejam as SMB (Small and Medium Business).

Mas a grande verdade (minha leitura) é que a tal da ITILização nas (das) empresas anda meio calada, cabisbaixa, desanimada, arredia, amarelada.
Teria apodrecido ?
Teria adormecido ?
Foi Gabrielizada ?
E quanto ao Microsoft Operations Framework (MOF), teria ido pelo mesmo caminho ?
Para pensar...
Acredito que merece de nossa parte um pouco de reflexão e análise, que tal ?


Abraços.
Rui Natal  





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