O ITIL, O COBIT, A Sinfônica e O
Elefante
Meus amigos,
Muitas vezes me flagro diante de uma visão um pouco mais panorâmica do cenário
“TI + Negócio” ou “Negócio + TI” – que presunção a minha ...!!!??? – e acabo
percebendo que existem algumas outras peças importantes (estratégicas) neste
imenso quebra-cabeças, neste imenso LEGO.
Ainda mais quando muito se fala do alinhamento (ITIL V.2) e/ou da
integração (ITIL V.3) destes dois mundos – TI & Negócios.
E, dentro dessa linha e em meio às peças do quebra-cabeças só me resta
declarar e informar como os temas Inovação e Marketing me encantam, e creio que
tem algo a ver com o todo. Acho até que dá para preparar um coquetel ou um
"blend" com estes ingredientes e, quem sabe, tentar ajudar a entender
ou a levantar as mesmas curiosidades e intrigas que andam me rodeando por
alguns anos...
Então, minha intenção será, a partir deste artigo, e durante mais uns 3
ou 4 artigos talvez, darmos uma viajada (ou seria uma divagada ?) a bordo deste
meu Planador por sobre estes campos e territórios (temas). E com isso acho que
vamos conseguir passar alguma informação sem ter que acabar descendo em
detalhes e tendo que "escovar bits" como diria o próprio Rui Natal,
mas desta feita portando uma fantasia de profissional da TI.
Aliás, até que a palavra fantasia vem bem a calhar neste período
pré-Momesco.
Mas indo mais diretamente ao ponto...
Vejo tanto o ITIL (a Biblioteca ITIL) – e seus mais de 25
conjuntos de Boas Práticas, assim como o COBIT – e seus mais de
35 processos – como se fossem duas partituras musicais.
Não é difícil perceber que existe toda uma linha melódica, uma
sequência, uma harmonia e um encadeamento melódico e de interpretação destas
duas partituras. E, naturalmente, há os grandes músicos ou “virtuosos” que irão
interpretá-las com maestria, e outros tantos que as interpretarão à sua
maneira, dentro de suas restrições e fiéis a sua leitura e entendimento.
Mas temos que ter em mente que esta partitura poderá ser interpretada
por não mais do que uns 3 músicos, cada um com sua especialidade - com seu
instrumento.
Mas, por outro lado, ela também poderá ser interpretada por uma
orquestra um pouco maior, ou até mesmo por uma Sinfônica Monumental, digna dos
mais famosos Palcos e Salas de Espetáculo do Mundo.
E muitas vezes me flagro preocupado com a forma com que a adoção destas
práticas é passada para os Clientes (empresas e organizações) e a preocupação,
muitas vezes distorcida de que eles tenham que convocar todos os
instrumentistas (e seus profissionais) de toda e qualquer especialidade para a
"Grande Interpretação ou Execução".
Segundo minha leitura, isso está muito longe de ser verdade.
E talvez a estratégia a ser usada seja então passar pelas reclamações e
dores principais, seus reflexos, suas perdas, seus impactos e o envolvimento ou
não, maior ou menor de terceiros (Clientes, parceiros, etc). E muito já se
escreveu sobre esta dúvida de abordagem e sobre sua abrangência maior ou menor.
E até já nos deparamos com uns questionamentos bem curiosos que passavam
por interrogações ao estilo de:
"Como comer um Elefante" ?
Ou... como implementar as Boas Práticas ?
Afinal, implementar e adotar todas elas ?
Na versão 2.0 da Biblioteca ITIL, estávamos diante de umas 10
Disciplinas (conjunto de boas práticas), ou de um Elefante cortado em 10
pedaços.
Na versão 3.0 da mesma Biblioteca, passamos a ficar diante de mais de 25
disciplinas, ou, desta vez, um elefante cortado em mais de 25 pedaços.
E é lógico que para cada um dos "convidados" (empresas) pra
esta ceia, o apetite (necessidade) será um, ou a fome (dores) será uma.
Meus amigos, entendo que o processo de adoção se dê ou evolua por esta
trilha, ou segundo estas avaliações e ponderações, sabendo e tendo noção exata
das variações, ajustes e prioridades, específicas de cada cenário – ou de cada
apetite.
Elas ocorrerão de fato, e acho que podemos conversar um pouco sobre
algumas delas.
Até a próxima.
Abraços.
Rui Natal

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